28 abril 2017

Misery, de Stephen King

O escritor norte americano, que nasceu e mora no estado do Maine nos Estados Unidos, Stephen King tem algumas dezenas de livros publicados - todos campeões de vendas (Fonte: Suma de Letras). As publicações atingem mais de 40 países e, King é aclamado e criticado pela popularidade das obras.
Misery (1987), surgiu em um desses momentos de grandes apontamentos na carreira do autor. 

Em 1984, com o lançamento da novela de fantasia épica The Eyes of the Dragon, houve forte reação negativa dos fãs, que o ligavam diretamente e apenas ao horror – gênero através do qual a reputação de King foi tecida. É aí que a ideia de Misery surge.
Misery, de Stephen King, lançado pela
Suma de Letras no Brasil em 2014

Misery, o livro

A personagem principal da obra de King é Annie Wilkes, ex-enfermeira que demonstra grande apreço pelos livros de Paul Sheldon. Ele é escritor, relativamente bem sucedido, e os livros mais famosos do autor são aqueles que levam adiante a história da sonhadora Misery - personagem de uma franquia de livros de Paul. Isso mesmo, um personagem que é escritor, desenvolvendo histórias sobre uma mulher do século XIX chamada Misery, dentro da narrativa de horror psicológica que o espera no livro de Stephen King, de mesmo nome.

Os livros sobre Misery são os mais queridos pelo público de Paul Sheldon, que tentou, com pouco sucesso, emplacar outros títulos considerados interessantes por ele... porém, todos querem saber sempre mais sobre a vida da mulher chamada Misery. Não importa sobre o que Paul tentasse escrever, nada seria mais interessante que a vida de Misery! Não foi diferente com a preferência de Annie Wilkes.
Sinopse: Paul Sheldon é um famoso escritor que finalmente encontrou sua maior fã. Ela se chama Annie Wilkes, e é mais do que uma leitora voraz: é a enfermeira de Paul, pois cuida dos ferimentos que ele sofreu num grave acidente de carro. Mas Annie também é carcereira de Paul, mantendo-o prisioneiro em sua casa isolada.Agora Annie quer que Paul escreva sua obra-prima, mas só para ela. Annie tem vários métodos para incentivá-lo. Como uma agulha. Ou um machado. E, se nada funcionar, ela poderá ficar mais perigosa.
O desenvolvimento da personalidade única de Annie Wilkes é incrível e, crível. O envolvimento que se tem a partir dos sucessivos acontecimentos é inevitável, quando dor e aprisionamento estão em jogo... Aos poucos a vida de Annie é revelada através dos olhos de Paul, ela se mostra gradativamente mais psicótica e descobertas não tão agradáveis fazem Paul ser cada vez mais obediente. O leitor vai descobrindo as circunstâncias em que tal acidente ocorreu e como os cuidados da ex-enfermeira podem ter passado dos limites.
Devido às suas pesquisas para Misery, ele tinha bastante conhecimento sobre neuroses e psicoses; sabia que, embora um psicótico latente pudesse ter períodos alternados de depressão profunda e alegria e hilaridade quase agressiva, o ego inchado e doente subjazia a tudo, certo de que todos os olhos se voltam para ele, certo de ser a estrela de um drama grandioso cujo resultado milhões aguardam com a respiração presa. Trecho de Misery, Stephen King
Mas existe um limite dividindo as terras da psicose gerenciável e não gerenciável. Você está se aproximando desse limite dia a dia... e parte de você sabe disso. Trecho de Misery, Stephen King
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Em uma narrativa de medo, maldade e horror psicológico, Stephen King prende o leitor do início ao fim e, como sempre, deixa easter eggs que nos fazem identificar Misery dentro do universo de seus livros (ahhh amo!). King foi muito elogiado pela obra, ali ele mostra um grande exercício de criatividade quando fala – com muita ironia e bom humor – sobre os percalços da vida como escritor e sobre técnicas de escrita quando coloca Paul Sheldon, seu personagem, em uma enrascada literária que envolve Annie Wilkes, e a própria vida.

São 320 páginas que podem ser devoradas em algumas horas, uma leitura que vale a pena. Mesmo que a maldade humana esteja tão presente, de formas não agradáveis. E precisamos de contra exemplos. Conhecer a personalidade de Annie Wilkes é uma jornada necessária, a pesquisa de King e o compromisso em discutir tais problemas - com os quais  muitos convivem - é louvável. Logo no início do livro ele agradece a uma equipe de médicos e enfermeiros pelas informações sobre como uma pessoa ficaria após um grave acidente de carro, ou mesmo, como seria tal recuperação... 

Stephen King nos fez o favor de adicionar diversas condições na recuperação de seu personagem Paul Sheldon. 

Misery é assim: intenso e necessário.

Fontes: Paris Review Suma de Letras

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