01 fevereiro 2017

Quatro e-books nacionais de temática LGBT

Durante o mês de janeiro acabei lendo vários E-Books que foram disponibilizados, em sua maioria, gratuitamente no site da Amazon. Dentre eles, quatro foram de temática LGBT e de autores nacionais. São deles que falaremos a seguir.

Três contos gays (capa)
Três contos gays, Mari Hegger: Os contos apresentam garotos que se apaixonam por outros garotos ou já se encontram em um relacionamento gay, mas que estes acabam por terminarem de um jeito bem triste. Confesso que não gostei nem um pouco das narrativas. Os contos têm uma ideia bem legal, mas o desenvolvimento é sofrível. As coisas acontecem muito rapidamente e sem nenhuma explicação minimamente desenvolvida e ainda falta uma boa revisão textual.

Meu peão, Meu primeiro(capa)
Meu peão, Meu primeiro, A. P. Wilson: é um conto que aborda a aproximação do filho caçula de um fazendeiro com um dos peões que trabalha pra ele e que foi contratado quando o irmão mais velho daquele foi servir no exército. É interessante que a aproximação se dá pelo fato desse menino gostar de ler e o peão não saber ler, no que este pede sempre para que o menino lhe conte sobre o que anda lendo e as histórias. Tem um bom desenvolvimento, embora tenha achado o final um pouco devedor de conteúdo. O final poderia ter sido melhor trabalhado, a tensão poderia ter se desdobrado em outras coisas. É uma leitura agradável.

Aconteceu naquela noite
(capa)
Aconteceu naquela noite, Luke Marceel: é um conto que me deixou bastante confuso, o que acredito ser pela forma como o texto foi estruturado, com narração em primeira pessoa, que fica indo e vindo no tempo. Talvez uma tentativa de uso do fluxo de consciência e sobreposição temporal, que não deu muito certo. Também peca pela falta de uma boa revisão.

Azul (capa)
Azul, Moa Sipriano: esse conto vai narrar o encontro entre um funcionário de depósito e um mendigo num terminal de ônibus e, a princípio parece ser uma coisa bem idiota o que acontece, mas depois as coisas vão se ajeitando, mesmo que sejam também um pouco estranhas. O estilo de Moa também nos causa um certo estranhamento de início, embora nada que nos faça detestar. Muito pelo contrário, o estilo vai se tornando cada vez mais agradável em suas construções um tanto poetizantes. O conto tem humor, leveza e é sensível. Dos quatro, de longe foi a melhor leitura.





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