24 fevereiro 2017

Evangelho de Sangue, de Clive Barker

Evangelho de Sangue, 2016, Darkside Books
Lá vem ela com mais Clive Barker! Como não?! A obra Evangelho de Sangue, traduzida para a língua portuguesa por Alexandre Callari, foi um dos lançamentos mais aguardados da Darkside Books no ano passado. Ousadia é o que não falta para o autor, que combina a beleza do grotesco e a repugnância de ações humanas, em uma obra cheia de assuntos pesados e de reflexões sobre a vida e a morte. O Daniel também já leu, confira o que ele achou da obra neste vídeo!

Evangelho de Sangue é dividido em quatro partes, mais prólogo e epílogo. A narrativa segue a partir do olhar de um detetive chamado Harry, que aparentemente já viu de tudo na vida. Julgando ter proteções eficientes e um novo caso interessante para resolver, ele chega a um ponto crucial na vida.

Clive Barker lança mão de piadas muitas vezes – afinal, os temas tratados são realmente pesados. Ele tanto choca quanto fala sobre laços humanos por meio do grotesco e da perversidade pura.

O que já se sabia é que o Pinhead voltaria nesta obra, e o autor não decepciona. A primeira vez que o personagem apareceu foi em uma novela chamada Hellraiser (tem vídeo sobre ele aqui), publicada na obra Livros de Sangue (década de 1980), que tem vários volumes. Após o sucesso do filme (1987) baseado na novela, esta figura com pregos na cabeça chamou atenção e ficou na memória. É um dos Sacerdotes do Inferno, que aparece quando uma caixa de Lemarchand é decodificada, abrindo um portal para o próprio Inferno.
“Jamais havia visto uma caixa de segredo até então. Batizadas em homenagem ao projetista francês, aqueles objetos eram conhecidos apenas como caixas de Lemarchand. Porém, em outros círculos mais especializados, os cubos eram chamados com um nome mais fidedigno: Configuração do Lamento.” Trecho de Evangelho de Sangue


É interessante o quão renascentista a obra consegue ser. A descrição do inferno, que não devo e não vou adiantar para os leitores, é belíssima. Faz referências claras à arquitetura renascentista, principalmente quando foca na harmonia e grandiosidade vistas nas construções. A narrativa, envolta por muito sangue, traz como mote principal a busca por poder sem medir esforço ou consequência. O efeito de tudo isso pode ser devastador.

Os capítulos do livro são relativamente curtos e dão um tipo de fluidez bem legal em relação a coerência dos acontecimentos paralelos. Clive Barker cria uma revolução não vista antes, com personagens bem humanos (sem mal e bem, todos estão em uma espécie de area cinzenta, o que faz a proximidade com a realidade ser inegável) e uma história incrível. Divirta-se com o grotesco. Muito já se falou sobre o Céu, aqui vai a outra versão da história.

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