22 fevereiro 2017

Bridget Jones: No limite da Razão, Helen Fielding

Bridget Jones: No limite da razão (capa)
Bridget Jones volta nesse segundo volume namorando. Eba! Telefone. É o Mark Darcy! Sim, ela finalmente está num relacionamento sério, mas... É, não será tão fácil como ela esperava. Na verdade, parece que o desafio de conseguir alguém era uma coisa muito fácil.

É sobre o aprendizado de estar em um relacionamento amoroso que o livro se dedicará. Afinal, relacionamentos, embora devessem se concentrar no diálogo e no que as pessoas querem, não são apenas isso. Há os amigos, os familiares, os compromissos do dia-a-dia e aquelas pessoas que insistem em dar em cima do namorado dos outros. Fora todas aquelas coisas muito pessoais, como insegurança e no caso de Bridget, ingenuidade.

O livro continua no mesmo ritmo engraçadinho do anterior, além de termos o Colin Firth! =p

Mas confesso que fiquei meio que problematizando tudo, afinal, mesmo sabendo todo o contexto em que a obra surgiu e o público ao qual ela é direcionado, não deixo de perceber muitas coisas que incomodam.

Há claramente a ideia de um mocinho que está sempre disposto a salvar a mocinha, porque a ama, porém isso faz com que ela não consiga lidar com os problemas de maneira mais autônoma, uma prática de mansplaining, não só por parte dos homens, como pelas próprias mulheres entre si.

Aliás, há uma representação também um pouco distorcida da figura feminista, como se ela odiasse os homens e se achassem superiores a eles, o que vai totalmente contra o feminismo (claro que não ignoramos aqui o radfem, mas o feminismo mais difundido atualmente entre as minas é de emponderamento e de busca pela equidade).

Também há uma forte, maior do que poderia ser encontrada no volume anterior, de livros de autoajuda. Sim, os amados livros de autoajuda de Bridget acabam causando um caos ainda maior na vida dela, justamente por serem encarados como uma nova espécie de religião, como ela mesmo diz a certa altura do texto para o Mark Darcy. O problema é que estes livros ditam regras de comportamento para relacionamentos e, bom, pessoas não têm manuais de instrução, então, como os relacionamentos em que elas se encontram poderiam ter?

Assim, mesmo com todas essas problematizações – que não desmerecem em nenhum momento o que tá escrito, haja vista que elas nos servem justamente para olhar para além da história, para uma conduta de vida –, curti muito a leitura e recomendo.


O primeiro volume nós resenhamos aqui.

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