23 dezembro 2016

Amityville, de Jay Anson

Amityville, Darkside Books, 2016
O livro foi lançado originalmente em 1977, nos Estados Unidos, com o título The Amityville Horror, a true story. Em 2016, a Darkside Books lançou o livro no Brasil traduzido para o português apenas como Amityville.

O autor é o novaiorquino Jay Anson (1921-1980), conhecido por escrever e roteirizar curtas e documentários. O livro fala sobre a história vivida por um casal e seus três filhos dentro de uma casa recém comprada em Amityville, Long Island. Foram 28 dias de acontecimentos estranhos, físicos, psicológicos, sobrenaturais.

Amityville é o livro de casa mal-assombrada mais famoso de todos os tempos. No prefácio, o Reverendo John Nicola fala que este é um problema tão antigo quanto a humanidade e que precisa ser revisitado pela contemporaneidade. Ele comenta que todas as civilizações já expressaram, pelo menos uma vez, inseguranças e temores no que diz respeito a fenômenos envolvendo seres hostis e sobre-humanos. Também fala dos três principais pontos de vista atuais no tratamento destes fenômenos. O científico - que acredita que as leis que governam o mundo são invariáveis e, por isso, passíveis de serem descobertas pelas investigações -, o supersticioso e o ponto de vista religioso – aquele que tem um pouco dos anteriores: aceita a ciência como método e “amplia as perspectivas da ciência positivista, incorporando dimensões espirituais da realidade através de considerações teológicas e filosóficas”.

“O sábio sabe que ele não sabe – e o prudente respeita o que não controla.” Reverendo John Nicola

Para a construção do livro, Jay gravou o depoimento do casal George e Kathleen Lutz, do Padre Mancuso – amigo da família – e também de policiais locais. O livro é um relato e é o que deixa tudo mais assustador. O leitor conhece o cotidiano do casal desde o momento em que visitam a casa quando estava à venda, passa pelas primeiras impressões que eles têm da residência; acompanha tudo até a exaustão. Sim, ao fim estamos todos exaustos e paranoicos, assim como o casal.

“Como é possível lutar contra algo que não se pode ver?”, perguntou Kathy. “Essa… essa coisa pode fazer o que quiser.”

O formato do texto, como um relato, é o que torna a experiência mais imersiva – além do fato de saber que é o casal falando e que eles viveram 28 dias em uma casa que os queria ali. Primeiro, comprar uma casa espaçosa por um preço baixo era o grande atrativo, mesmo que pouco tempo antes um rapaz tenha assassinado a família inteira (pai, mãe e irmãos) naquele mesmo lugar. O casal não se dizia supersticioso e estava empolgado com a nova residência.

Após conseguirem sair da casa, um grupo de especialistas a visitou para tentar algum diagnóstico, entre eles o casal Warren.

“Para mim, o que existe aqui, seja lá o que for, é com certeza de natureza negativa. Não tem nenhuma relação com alguém que em outras vidas caminhou na terra em forma humana. É algo que vem das entranhas da terra.” Lorraine Warren

A mídia local transformou tudo em um grande teatro, o casal se recusou dar qualquer depoimento a mais, até Jay Anson. Amityville é uma leitura linear e o formato de relato faz o leitor adentrar nos pensamentos de John e Kathy Lutz. A história foi adaptada para o cinema (1979) e teve um remake em 2005.


Dizem que há muito de realidade na ficção e muito de ficção na realidade. De toda forma, vale respeitar.

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