15 julho 2016

Confissões on-line: bastidores da minha vida virtual, Íris Figueiredo

Confissões on-line (capa)
Como já disse no vídeo de Book Haul do mês de Maio, conheci a Íris Figueiredo quando ela veio à Belém para a Feira Pan-Americana do Livro deste ano e acabou participando de um evento na Saraiva, no qual eu acabei falando de dois livros de dois autores nacionais. Os dois tinham em comum o debate sobre preconceito, sob certos aspectos.

Para ser bem sincero, eu nunca tinha escutado falar na Íris e quando eu a vi, toda fofinha daquele jeito de vestido e de lacinho, pensei que seria mais uma daquelas meninas bobinhas que além de ter canal no youtuber e livro publicado. Errei. Errei feio.

Depois que eu falei dos livros ela junto com algumas outras pessoas começaram a falar de representatividade na literatura, fosse de LGBT, pessoas com deficiência, gordos, negros e todos os grupos que acabam sendo deixados de lado na hora em que histórias são construídas. E, ao invés de só apontar para o que há de produzido pelos outros, Íris demonstrou ter já se questionado o porquê dela acabar não inserindo esses grupos nos texto em que escrevia. Aliando esse posicionamento mais crítico e que pensava no emponderamento de minorias ao fato de ela ser super educada e engraçada, acabei me dando a oportunidade de conhecer os livros dela, mesmo sabendo que eu não era exatamente o público ao qual eles se destinavam.

Comprei os dois e quando fui pedir para ela assinar, ainda ganhei um outro de presente dela. <3 font="">

Tiramos foto e saímos com o pessoal do evento para comer alguma coisa no shopping mesmo.

Acabou que eu não comecei a ler os livros dela logo, apensa dei uma lida nos dois primeiros capítulos e acabei passando para outros.

A minha impressão inicial foi de que ela seria muito verborrágica e a diagramação feita pela Editora Generale, contribuiu muito para eu ter essa visão reforçada, com margens estreitas e uma fonte que eu considerei pequena (embora não ao ponto de ser desconfortável).

Daí, como nesse mês de julho eu decidi que a maratona de férias seria com autores brasileiros, coloquei os livros da Íris na lista de livros a serem lidos.

Qual não foi a minha surpresa? A leitura que eu achei que não me adaptaria por ter um excesso de palavras fluiu muito bem! Novamente eu errei. Errei feio.

A leitura é gostosa e engraçada, com momentos de tensão com aquelas coisas que vão meio que lembrando algumas coisas da época do colégio (e, olha, essas coisas já estão bem mais que 10 anos longe de mim), e como algo mais, tornando tudo realmente muito válido e mais que YA sobre uma menina que fica a fim de um menino ou sofre por um término de namoro, temos assuntos sérios sendo abordados de uma maneira sensível.

Mari, a protagonista, está em seu último ano do ensino médio e entre o casamento da irmã surtada e a pressão do vestibular ela ainda tem que lidar com uma situação no mínimo estressante, que é ser acusada de algo que ela não fez e assim suportar a maledicência de seus, agora, ex-amigos. E, mesmo que seja péssimo que a protagonista não consiga escancarar a verdade e arrancar a máscara de quem lhe fez mal, é o retrato, infelizmente, do que acontece muito por aí.

Em meio a tudo isso, ela vai conhecer seu novo amor, sua banda preferida e muitas outras coisas mais e muito por causa dos vídeos que ela posta em seu canal no YouTube, o Marinando.

Há outra questão muito séria abordada a qual ela não pretende dar uma solução, mas mostra que as causas, que tenta dar um caminho para que seja solucionado. Ela não tenta ser a “resolvedora” de problemas por meio da sua escrita, e sim mostrar realidades, fazer com que as pessoas, de certo modo, se questionem sobre essas situações.

O livro realmente me surpreendeu e eu fiquei muito feliz lendo-o e descobrindo essa autora que além de simpática, busca dar um significado maior para o que ela escreve. Não é mais uma historinha para adolescentes, como já se tornou senso comum quando falamos de livros para jovens adultos.

Mas teve algumas coisinhas que meio que me chatearam. Quem acompanha os vídeos ou os textos que são produzidos pro Folhetim, sabem que eu sempre encrenco com revisões que deixam um pouco a desejar e eu tive essa impressão com o livro da Íris, quando eu percebi, já estava anotando página e as falhas da revisão que iam um pouco mais além de palavras repetidas ou problemas de pontuação e ortografia, chegando mesmo a uma ou outra coisa de conteúdo.

Não são coisas graves e nem prejudicam a leitura, mas é que uma história tão legal e com assuntos tão necessários de serem discutidos, é uma pena que ele não tenha tido essa revisão mais acurada.

No mais, adorei o livro mesmo, de verdade. Adorei a Íris, que eu já sigo no Twitter, no Instgram, FB e ainda estou inscrito no canal dela do youtube. Acompanhe ela também, gente! ;)


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