04 janeiro 2016

Ligações Perigosas: Primeiras impressões



Hoje (04), estreiou a minissérie em 10 capítulos, Ligações Perigosas, baseada no romance epistolar homônimo de Chordelos de Laclos.

Na trama, sedução e vingança. Disputas. Ambientada na década de 20 do século passado, a minissérie mostra o casal de amigos e amantes libertinos em plena execução de projetos de corrupção moral e de valores dos que estão em torno de si. Isabel D'Ávila Alencar, após ser preterida pelo seu amante, que decide casar-se com a sua jovem sobrinha, recém-saída do convento. Já Augusto, pretende corromper Mariana, uma jovem e devota esposa.

Sobre a adaptação, é interessante observar a linha escolhida pelos diretores e roteiristas, que trazem para trama momentos que são apenas citados na obra, como a rejeição de Isabel pelo seu amante, por exemplo.

Em um plano geral, a escolha para as sequências segue o modelo imposto pela adaptação cinematográfica de 1987, que trazia no elencos estrelas como Glenn Close e John Malkovich, que coloca todas as personagens em relação de proximidade que inexiste no romance, que é todo epistolar.

Já que no se refere a atuação, desde as chamadas, Pillar e Pacheco se destacam em seus papéis e dão a credibilidade necessária a caracterização das persoangens. Já Selton Mello não consegue atingir o mesmo tom, não só numa comparação a vida dada a personagem por Malkovich (e creio que seria mesmo muito esperar isso dele). Porém, ele não consegue convencer nem como uma sombra da personagem do romance, cheia de charme e malícia. Selton, é sisudo e insonso.

Mas, sinceramente, pra mim, nesse primeiro episódio o grande destaque e quem roubou a cena foi Aracy Balabarian, na figura de Tia Consuelo, a velha senhora de Rosemonde do romance. Consuelo está longe de qualquer representação já posta, tanto no que se refere ao romance como das adaptações mais famosas, como a clássica de 1987.

No mais, é continuar a acompanhar a minissérie e ver como as coisas se desenrolam, embora não espere que as atuações dos atores citados mudem muito notadamente.

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2 comentários:

  1. Concordo que o destaque da noite foi a Aracy. Ela está super à vontade no papel. Patrícia Pillar conduz muito bem a Isabel, na minha opinião. Quanto ao Selton, eu gostei, até porque, a minissérie é inspirada no livro, não uma adaptação fiel.

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Ronrone à vontade.