02 novembro 2015

Joyland, de Stephen King

Joyland, de Stephen King e publicado no Brasil pelo selo Suma das Letras, conta a história de David Jones em um emprego temporário em um parque de diversões, Joyland, onde anos atrás uma jovem foi assassinada.

Como sempre em livros do Mr. King teremos a investigação de algo com um envolvimento sobrenatural, como por exemplo, Saco de Ossos, mas diferentemente desse, o livro parece se concentrar muito mais no cotidiano e na situação amorosa do desiludido Devin, do que no sobrenatural.

O sobrenatural fica muito como plano de fundo. O que temos é uma história que está muito mais para o romance e para a formação, ainda que isso seja um pouco fora de tempo, já eu Devin é um universitário. Ainda assim, a história marcará toda a sua vida e lhe ensinará lições muito importantes sobre amizade e, claro, amor.

Quando a história começa temos um Devin já bastante velho rememorando os momentos em que esteve em Joyland, os motivos que o levaram até lá e tudo o que está ao redor disso, questionando e ponderando todos esses acontecimentos.

A história é de uma agradabilidade de o desenvolvimento de uma sensibilidade imensos. Tudo muito fofo, com direito a pequenos corações separando as partes do texto.

Mas nem tudo são flores, com a escrita. O problema que vejo é na descoberta do assassino, que parece ser uma coisa jogada, bem como os motivos e o que ele andou fazendo. Meio fora de lugar também parece o envolvimento de Devin com Annie, que muda de configuração e de nível muito rapidamente, como se fosse só para resolver uma questão de Devin, que é continuamente mencionada durante o texto.

Enfim, King mais uma vez escancara que muitas das coisas loucas que podem acontecer conosco, sejam boas ou más, depois de uma boa dose de decepção e de mudanças que parecem ser radicais e impensáveis para nós.


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