19 outubro 2015

Segunda edição da FLIPA foi realizada em Belém


Realizou-se no último final de semana a segunda edição da FLIPA, na Livraria Fox Vídeo, um parceria com esta e a editora Empíreo e autores paraenses.

A FLIPA - Feira Literária Paraense - também poderia ser chamada de Festa Literária Paraense. Mais do que pensar em vender títulos de escritores paraenses, o evento, aos olhos desse blog, é mais um momento de resgate da cultura paraense e de seus escritores já falecidos, da confraternização dos que ainda estão na ativa com os que estão começando a sua jornada no caminho da produção escrita, seja literária ou não, e os leitores.

É um fazer-se conhecer e ser conhecido, estabelecer relações e criar laços. Manter a memória viva e criar novas lembranças. É mostrar não só o que se tem produzido por nossos escritores, que vai muito além do regionalismo, muitas vezes citado por outros de forma exótica e fantástica demais. É decobrir a produção filosófica e o terror, de Andrei Simões, ou o terror que corre a capital, de Edyr Augusto. É encontrar mundos distópicos como a nova superfície de A torre acima do véu, de Roberta Spindler, ou a mistura das tradições com o mundo dos heróis de quadrinhos em Renato e a transladação, de Armando Moraes.

Mostra também a evolução na qualidade dos suportes, na preocupação não só de entregar uma escrita de qualidade, mas em um material de qualidade, como podemos perceber, por exemplo, nas edições trazidas pela Editora Empíreo ou mesmo os da Editora Paka-Tatu, que vem não só se reinventando no trabalho editorial, como também inovando ao trazer livros digitais interativos, que buscam não só contar uma história, mas ajudar as crianças em idade de alfabetização a passar por esse processo.

Contudo, com todas essas maravilhas propostas pelo evento, há que se dizer que as estrelas foram os leitores. A FLIPA mostra que há, sim, muitas pessoas interessadas em ler e ler literatura produzida pelos paraenses. Que eles muitas vezes não o fazem por desconhecimento, principalmente do que vem sendo produzido atualmente.

Conhecer os autores, que estavam presentes durante todo o evento, e interagir com eles é uma forma de mudar as coisas, de fazer um movimento para que esse desconhecimento deixe de ocorrer.

Essas são as justificativas, o que faz nós do Folhetim crer ser a importância de eventos como esses, que buscam abolir as muralhas que semparam leitores de autores, que os fazer serem conhecidos e de descobrirem uns aos outros.



Que venha a 3ª edição em 2016!

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2 comentários:

  1. Oiii Dan!!!
    Essas feiras literárias são mesmo ótimas para conhecer gente e novos autores e obras!
    Li esse mês "Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios", que se passa no Pará. Vc já leu?
    Beijooo!
    Nati

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    Respostas
    1. Não, ainda não li. Confesso que sou bem ruinzinho de literatura paraense. Beijo e obrigado pela visita e comentário. ; )

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