16 setembro 2015

Saint Seiya e papéis de Gênero


Desde a retomada da franquia Cavaleiros do Zodíaco com a fase Ômega, notei algumas mudanças que muito me agradaram e que, de certa maneira, influenciaram algumas novidades na saga Soul of Gold.

Quando falo em mudanças, me refiro ao fato de, por exemplo, vermos as pessoas “normais” no decorrer das sagas, algo que também apareceu em Lost Canvas. As pessoas são afetadas, conhecem ou passam a conhecer os Cavaleiros e sofrem com a guerra que se instaura. Algo muito diferente das sagas anteriores, nas quais apenas víamos a Terra sendo destruída, mas sem a criação de um vínculo mais humano. Era tudo muito genérico.

Aliás, nunca a ideia de Guerra foi tão próxima como quando os cavaleiros da nova geração lutaram contra os pallasites, na cidade onde Pallas se encontrava. Até Athena teve uma luta de verdade contra Pallas, ambas vestidas com suas respectivas armaduras divinas.

Paradox de Gêmeos
Antes disso, vimos a possibilidade de amazonas vestirem a armadura de ouros, com Sônia de Escorpião e Paradox de Gêmeos. Em todas as fases e sagas anteriores apenas homens vestiram as armaduras douradas.

Sonia de Escorpião
Em Soul of Gold, não temos as amazonas douradas, pois se trata de uma saga com os Cavaleiros de Ouro da fase tradicional, mas a presença de uma vivência na cidade e do relacionamento dos cavaleiros, sejam eles dourados ou guerreiros-deuses, com a comunidade é real. 

Freya
No que se refere à mudança de papel do feminino, temos a Lyfia, que, a princípio, nos parece ser apenas uma peça manipulada e sem muita serventia, como foi com a irmã de Hilda, na outra saga em Asgard, que só serviu para acompanhar as batalhas e revelar uma ou outra coisa sobre o local, Hilda e os guerreiros-deuses.

Lyfia, pela primeira vez que me lembro de tudo o que já vi em Cavaleiros, é a pessoa escolhida por Odin para possuir e, assim, impedir que Loki tente dominar Asgard e depois a Terra (ainda acho isso tudo muito estranho, pois depois ele teria que enfrentar o Hades, caso ele vencesse e, a única alternativa pra ele seria, talvez, que os Cavaleiros vencessem e morressem junto com a encarnação de Athena, mas deixemos isso de lado).

Lyfia possuída por Odin
A escolha de Odin não foi deliberada, mas uma resposta rápida e urgente aos movimentos de Loki, naquele momento. Ainda assim, temos a possibilidade de um deus, com imagem masculina, possuindo o corpo de uma mulher no desenho, algo que na mitologia é algo comum, não só em relação ao ser humano, mas também de animais.

Isso não muda muito no que Lyfia pode fazer durante as batalhas, afinal o que lhe cabe é o que caberia a Hilda, como representante de Odin na Terra, a de rezar e zelar por Asgard e conceder as armas e armaduras de Odin ao merecedor.

Ainda são os homens que de fato resolvem as batalhas, infelizmente. Mas já caminhamos, a meu ver, para umas mudanças de mentalidade no universo de Cavaleiros do Zodíaco. Quem sabe não vemos, em uma próxima saga, Athena resolvendo suas brigas sozinha, depois de ter perdido todos os seus “escudos” ou, se não será uma amazona de Pégaso ou de Leão que salvará a humanidade?

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