08 julho 2015

A melhor coisa que nunca aconteceu na minha vida, Laura Tait e Jimmy Rice

A melhor coisa que nunca aconteceu na minha vida, publicado pelo selo Quinta Essência da Leya em abril desse ano, foi o livro que eu escolhi pra voltar ao ritmo de leitura, depois de um mês de Junho cansativo.

O livro escrito por Laura Tait e Jimmy Rice conta a história de Alex e Holly, amigos de adolescência que se descobrem apaixonados um pelo outro, mas que por inúmeros desencontros, como vamos descobrindo no decorrer da leitura, acabam por não ficarem juntos.

A narrativa acontece quando eles já são bem mais velhos e seguindo o seu caminho, cada um no seu canto e sem contato algum. Holly mora em Londres, trabalha como secretária e namora (escondido) o seu chefe. Já Alex continua morando na pequena Mothston, com o pai e trabalhando na escola em que estudou como professor do Departamento de Inglês. Ambos estão com quase 30.

As coisas na vida deles muda quando se reencontram na mudança de Alex para Londres, depois de o seu pai anunciar que venderá a casa e comprará um barco e que ele tem que dar um jeito na vida dele.
Então toda a distância imposta nos onze anos que Alex e Holly estiveram distantes um do outro cai por terra. E eles vão redescobrindo as delícias da amizade e de outros sentimentos que cultivavam quando mais novos, causando uma série de confusões sentimentais.

A história é deliciosa e ajuda bastante o fato de não ser linear e nem se basear na perspectiva de apenas um dos dois, com alguns flashbacks e alternâncias entre a perspectiva de Holly com a de Alex.

É divertido e meio exasperante ver os equívocos que os dois personagens vão cometendo, as más interpretações de um fato que é narrado duas vezes, uma sob a perspectiva de Holly e outra sob a de Alex, bem como as revelações que vão surgindo de pessoas que simplesmente não consideraríamos tão importantes como coadjuvantes.

Aliás, sobre isso, é bem clichê a história. Há o cara que é o personagem principal, apaixonado pela amiga que acaba se apaixonando e namorando um cara descolado e bonitão. A personagem principal tem aquele amigo meio retardado, cheio de si e de histórias fantasiosas de vantagens e piadas de gosto duvidoso, enquanto a mulher por quem o principal é apaixonado tem uma amiga com problemas em manter um relacionamento estável. Clichê que funciona bem.

Outra coisa que funciona bem é Harold, a gata com nome de gato que, num jogo de personificação, dá umas tiradas ótimas.

Uma leitura leve. Uma comédia romântica em formato romance. Um livro que poderíamos considerar como mais um nesse mar editorial de livros que falam de um cara apaixonado por uma garota, que é apaixonada por ele também, mas que precisam passar por muitas coisas até que vençam o medo de admitir isso. Um clichê, como já disse antes, que tem até cena de aeroporto, mas que ainda consegue surpreender. E isso é surpreendente.

E esse foi o primeiro livro do #MLI2015.


Gostou da postagem? Comente e compartilhe com os amigos! Não deixe de curtir a página no FB e de se inscrever no nosso novíssimo canal no youtube. Vale seguir no Twitter, também.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Ronrone à vontade.