11 julho 2014

Eu matei Milan Kundera

Sim, sou réu confesso. Eu matei Milan Kundera. Quer dizer, eu imaginava que ele era um autor morto.

Kundera é um daqueles autores canônicos que você ouve seus amigos da universidade, com uma pegada mais intelectualóide, falar sobre. Seu livro "A insustentável leveza do ser" é um cânone e também um clichê, porque é o mais conhecido e, principalmente, o único citado entre os que querem pagar de cult, muitas vezes.

Por não me ligar muito nesse tipo de produção literária francesa, e aqui eu falo mesmo sem o menor conhecimento de causa e fico imaginando que a pegada de Kundera é do tipo existencialista, acabei imaginando que o autor era morto já há algum tempo.

A matemática foi bem simples: 

Cânone + A insustentável leveza do ser + não me ligo nisso = Milan Kundera: autor morto.

Eis, então que vejo um tuite da Companhia das Letras anunciando o lançamento da tradução de um livro deste senhor, o "A festa da insignificância" e eu comecei a ficar em dúvida sobre o óbito que me era tão certo.

Depois de um tuite questionando o óbito de Kundera, o verdicto: He is alive!

Havia matado Kundera, mas ele não quis ser um morto. Aliás, pra alguém que eu julgava morto, ele está bem vivo e esfregando isso na minha cara (não que ele tenha necessidade disso).

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