27 dezembro 2013

O ano poético de 2013

2013 foi um ano cheio de reviravoltas poéticas. Leminski virou best-seller e desbancou os romances pornôs-pra-mamães da lista dos mais vendidos por aqui, edições de poetas há certo tempo esquecidos foram lançados e outras tantas obras completas editadas. Dos modernos aos Marginais, nunca a poesia brasileira me pareceu estar em tanta evidência. Pode ser que eu tenha simplesmente aberto os olhos, ou talvez todos nós, mas, é certo, que pra mim, esse ano foi poético.

Todas as minhas aquisições foram motivadas por amigos, indicações diretas ou indiretas, que despertaram tal curiosidade, que levou-me a ter tais obras... abaixo, comento as 06 principais (e talvez as únicas aquisições poéticas do ano).

O primeiro foi "Poesia de Mário Faustino", o qual eu conheci primeiro através de um soneto, lido no blog do Arthur Nogueira, "O mundo que venci deu-me um amor". Depois por meio da biografia escrita pela Profa. Lilia Chaves (UFPA). Então, eis que um dia as vias da vida me deram a oportunidade de comprar a edição 33 de 1966, com prefácio de Benedito Nunes.

O segundo, foi por acaso, durante a feira do livro desse ano. Estava no stand da UFPA e lá também estava o poeta Age de Carvalho. Escutei falar de Age já na Universidade, mas ele ainda era um nome e nada de muito definido, poeticamente, depois ouvi o Arthur Nogueira mencionar uma ou outra coisa.  Comprei o livro Trans, que teria seu lançamento no dia seguinte ( o livro que no ano anterior eu havia presenteado um amigo), com leituras do próprio Age. Conversamos, tiramos fotos e tive o meu livro dedicado. No dia seguinte estava lá, para ouvi-lo. Durante o Evento de Literatura Paraense que teve lugar na UFPA, escutei profa. Lilia Chaves falar da poética desse autor.

Drummond é um poeta que muitos conhecem um ou outro poema, como "uma cidadezinha qualquer". Dele confesso que pouco sei de sua poética, me  atendo aos mais conhecidos. No entanto, admiro seu trabalho como tradutor e já possuía o volume com os poemas por ele traduzidos e a tradução de "As Relações Perigosas". Novamente, o livro que adquiri esse ano, o "Sentimento do Mundo", foi uma indicação de Arthur e fiz questão de escolher a capa mais bonita, rosa com rabiscos brancos de duas mãos e um coração.

"Toda poesia", do Leminski, chegou as minhas mãos por vias tortas, mas por uma vontade de despi-lo por admiração a um amigo de longe, dos ventos do sul. Admirava-o e tal me levou a querer ter o livro e tudo foi recompensado na descoberta de uma poética que se faz ser sentida.

Ana Cristina Cesar ouvi por acaso, de um amigo dos idos de Santarém e nada mais. Então, a Cia das Letras publica sua "Poética" e desejei tê-lo. Foi o meu presente de Natal. Ainda estou lendo-a, e ela incomoda, nas temáticas, na sintaxe, na forma... incomoda e acarinha, como a amante que brinca com o que lhe devota sentimentos. E...

Por último, temos o "Poesia completa de Manoel de Barros", publicado pela Leya. Manoel de Barros é um poeta muito citado e comentado por uma amiga de muito bom gosto literário, a Janice. É uma poética que tem me agradado e estranhado um pouco. A linguagem, há que se acostumar com ela.

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