30 agosto 2013

Anônimo

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A espuma que se desfaz nos dias": 
Tenho algumas críticas a fazer sobre seu texto, Daniel. 
Você é o típico comentador de comentários. Falta profundidade, falta entrar no texto literário, contextualizar melhor a obra, seu autor. Não adianta só falar um pouco do enredo, citar a orelha do livro, a qualidade gráfica da impressão e o cuidado com aspectos visuais. Isso é o óbvio. O texto não estabelece nenhuma relação com outras obras de sua época? Por que só após 13 ou 15 anos de sua publicação é que ele ganhou notoriedade entre o público? Isso são caminhos que você pode seguir e que eu indico.
Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Uma breve leitura “Sobre a dificuldade de Ler”, de...": 
O que há de "novidade" neste texto, Daniel? Qual é a contribuição, a relevância do que você está escrevendo. Observe o primeiro parágrafo. Você se limita a usar uma linguagem pretensamente rebuscada, quase filosófica, usando um termo de significado obscuro ("não-leitura")para chegar a uma conclusão tão ou mais obscura que o próprio termo. Há uma tentativa, ao longo do texto, de esclarecer essa conclusão. Uma tentativa infrutífera. Vou me limitar a esse comentário no plano do conteúdo, nem mencionarei aspectos formais, de texto.
A crítica que fiz no texto sobre "As espumas..." vale aqui também: você continua se limitando a comentar o comentário. O que tem no seu texto que eu não poderia encontrar no artigo publicado na revista Cult? Você só o escreveu porque é fashion falar sobre Agambem? Cuidado com o pedantismo prolixo, meu caro, pois de pedantes e comentadores de comentários nosso blogs e academias da vida já estão cheios.

Esse dois comentários acima foram feitos em textos meus e de forma anônima, como bem pode se ver.

Gostaria de comenta-los e farei isso "por partes, como diria Jack", expressão usada por uma professora minha.

Sobre o primeiro comentário, eu concordo totalmente, no que se refere a falar de coisas outras, que não o enredo ou a qualidade gráfica da publicação, se eu tivesse por objetivo fazer isso. A intenção do texto era o de comentar a obra, não de analisa-la. Ele cumpriu a sua função, pois é justamente isso que nele é "atacado". Se eu quisesse fazer do jeito que o "anônimo" me indica, o teria feito, como já o fiz com outros textos, aqui mesmo postados, mas não era o caso sobre o "a espuma".

Já no segundo, a intenção era a mesma, comentar ou mesmo apresentar um resumo desse texto de Agambem, que pra mim não é modinha, nem é um pedantismo, pois não peguei o texto por ser desse autor, que até o momento em que comprei a revista, por causa mesmo desse texto, me era inexistente. Esse resumo ou comentário (ou mesmo ambos) foi uma tentativa de fazer conhecer o texto e quem sabe fazer as pessoas irem atrás dele, para lê-lo na integra, já que o público da "Cult" é mais restrito e específico, do qual eu nem faço parte.

Ele não quer comentar os aspectos formais do meu texto e eu não entendo o porquê. Não vejo problemas em ser revisado, muito menos criticado, só depende do tom no qual isso é feito.

Sou pedante? Talvez. Na verdade eu sou mesmo, mas ao contrário do que esse anônimo pensa, não nesses contextos e se assim parece, bom, pelo menos eu assino os meus textos e dou minha cara para bater, não faço anonimamente.

Esse tom professoral, essa postura do "eu sei o que é bom e vou te dizer como se deve escrever", "de como você deve escrever no seu blog" é de uma arrogância absurda, ainda mais de alguém que não consegue depreender de um texto que leu, a intenção comunicativa dele. Uma pessoa que vai ler o texto de um outro e não se desloca, permanece no seu lugar e com os seus conceitos do que é bom, do que é ideal. Uma pessoa que faz "sugestões" de modo nada empático.

É esse tipo de atitude que me irrita, porque não tem necessidade. Sempre fui aberto ao diálogo nos meus textos, sempre pedi para que várias pessoas os lessem, muitas vezes antes mesmo de aqui posta-los. Se assim não fosse, o espaço para comentários não existiria, não permitiria que "anônimos" comentassem ou, então, só deixaria que fossem permitidos comentários que passassem pelo meu crivo.

Sei que eu não sou o melhor escritor do mundo, que meus textos tem falhas e acho isso natural, é assim com todos que escrevem. No entanto, eu, como já disse acima, assino os meus textos e assino todos os comentários que faço em textos alheios. Não preciso me esconder atrás de um anônimo.

No mais, Sr. Anônimo, muito obrigado por dispor de tempo para ler esses textos problemáticos e apontar caminhos para melhorá-los. Fique a vontade de voltar sempre e, que em uma próxima visita, você possa assinar com o seu nome e deixar de se esconder.

Um comentário:

  1. Meu caro, menos choramingas e mais textos de qualidade, por favor. Você só está se justificando e se escondendo atrás dessa conversinha fiada de alteridade. Não é óbvio o porquê de eu me manter anônimo? Quero ter liberdade para criticar. Além do mais, não se sinta tão importante. Se realmente valesse a pena a contenda, todas as minhas críticas estariam assinadas.

    ResponderExcluir

Ronrone à vontade.