24 julho 2013

Inferno, Dan Brown

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Inferno, o novo romance de Dan Brown, publicado no Brasil esse ano pela Editora Arqueiro, traz, em suas 448 páginas, o professor de História da Arte e Simbologista Robert Langdon mergulhado no mundo de Dante Alighieri, a Organização Mundial de Saúde e o Consórcio, uma corporação que tem como objetivo realizar qualquer desejo de seus clientes.

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A história inicia com um Langdon desmemoriado sendo atacado no hospital. Assim, além de ter que compreender como ele havia parado lá e, depois, como solucionar o mistério que se impõe a ele. Com a ajuda de Sienna Brooks, a médica que o atende no hospital, ele passa a percorrer as ruas de Florença e o Inferno, de Alighieri.

O romance é interessante e contém toda a fórmula narrativa de Brown e, de um modo geral, do tipo ficção que ele escreve: um Langdon que tem que se situar e responder enigmas, uma moça cheia de traumas que o auxilia em sua empreitada e que, de certo modo, se envolve com o professor, mas que no fim não podem ficar juntos, pois há coisas mais importantes a serem feitas, um assassino que persegue o professor, muita coisa que a gente é levado a pensar e que não é nada disso.

Contudo, a fórmula, dessa vez, parece ter perdido o seu viço, chamando mais atenção (pelo menos pra mim), a quantidade de informações literárias, geográficas e históricas, que, ora são lançadas como pistas da trama, ora como simples comentários jogados sem nenhuma intenção específica, constituindo muitas vezes um Mappa, dando a verossimilhança necessária ao romance e, ao mesmo tempo, evidenciando o conhecimento e a pesquisa usada para a tessitura do romance.

No mais, há duas passagens que creio serem dignas de serem ressaltadas: a primeira se refere a lembrança de FS2080 tem no trem e que depois é retomada, mostrando que fomos enganados e a outra o final, antes do epílogo, que é a gracinha que Langdon faz com a funcionária do Pallazio Vecchio.

E é isso, Inferno deixa, a meu ver, um pouco a desejar, talvez pela expectativa que se cria por ser mais um romance do mesmo autor de O código da Vinci.

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