01 maio 2013

O ofício é escrever

Trecho de entrevista concedida por Max Martins a Tito Barata para o site "Belém do Pará", publicada na semana de 24 a 31 de junho de 2000.

Porto Max, stand da Ed.UFPA, na XVII Feira Pan-Amazônica do Livro.
Foto: Daniel Prestes
Eu escrevo todo dia. Isso não quer dizer que todo dia eu tenha um poema. Eu exercito a poesia, o poema. Amando isso e gostando desse jogo, dessa dúvida é ou não é? Eu escrevo, emendo, corrijo, refaço. Um poema pode durar uma semana, um poema pode sair no mesmo dia, um poema pequeno pode levar dez anos. Isso não quer dizer que eu faça durante dez anos o mesmo poema, mas que em dez anos eu peguei esse poema e modifiquei.

O ofício é escrever. Na semana passada fiz um poema que chamei Palavras a esmo: Mister mistério/ Poesia todo santo dia. O poema deve ser feito treinando, treinando, treinando... Ou como o Benedito Nunes disse: lendo, lendo, lendo, lendo... Sendo influenciado por outros poetas, por grandes poetas, pelos melhores poetas também, até aprender colocar na sua memória, no seu fazer, no seu existir, na sua paixão, no seu jogo, o poema.

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Poema da imagem com Max:

Escrevo duro
escrevo escuro.

Neste muro
o que procuro, furo
                                                   Max Martins

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