25 maio 2013

Do poema "Balatetta"

fonte da imagem
Por não ter esperança de beijá-lo
Eu mesmo, ou de abraçá-lo,
Ou contar-lhe do amor que me corrói
O coração vassalo,
Vai tu, poema, ao meu
Amado, vai ao seu
Quarto dizer-lhe quanto, quanto dói
Amar sem ser amado,
Amar calado [...]

No sonolento ramo
Pousai, palavras minhas, e cantai
Repetindo: eu te amo. [...]

Entretanto cantai, palavras: quem
Vos disse que chorásseis, vós também?

CHAVES, Lilia Silvestre. Mário Faustino: uma biografia. Belém: Secult; IAP; APL, 2004. p. 341.

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