22 fevereiro 2013

D'un moine et d'une vieille - O monge e a velha.

Marot

fonte da imagem: d'ali e d'aqui


Um moine un jour jouant sur la rivière,
Trouva la vieille en lavant ses drapeaux,
Qui lui monstra de sa cuisse heronière
Un feu ardent où joignaient les deux peaux.
Le moine eut cueur, lève ses oripeaux,
Il prend son chose, et puis s'approchant d'elle:
Vieille, dit-il, allumez ma chandelle.
La vieille alors lui voulant donner bon,
Tourne son cul, et respond par cautelle:
Approchez-vous et souflez au charbon.

***

Passeando um monge pela beira-rio,
Viu Uma velha que lavava roupa;
Viu-lhe a perna de garça e o fogo viu
Onde uma coxa vem juntar-se à outra.
O monge inflamado ergue a própria roupa,
Pega o instrumento e se achegando a ela:
Velha, diz ele, acende a minha vela.
E, para dar-lhe gosto, a velha então
Vira-lhe o cu e pede por cautela:
Chega mais perto e assopra o meu carvão.

PAES, José Paulo (seleção, tradução, introdução e notas). Poesia erótica em tradução. - São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 76-7.

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