12 abril 2012

O Sapateiro - parte final

AVISO: Encare essa história como ficção, pois é isso que ela é. O Autor não compartilha e tão pouco faz apologia aos atos aqui narrados.

Nessa época, o sapateiro já não mais trabalhava ou vestia-se, passava o dia com as meias e sapatilhas usadas pelo menino durante todos esses anos a sua volta. Os vizinhos comentaram e ainda comentavam, a ouvidos baixos, as perversões do velho e seu menino, mas não se intrometiam.

O menino, agora um rapaz, agora levava outros meninos e meninas, e na frente do velho mantinha relações sexuais ou apenas lhe entregava os pés, que ele negava ao idoso decrépito e louco.

Até que numa noite, após mais uma briga, o velho amavelmente preparou para Benji, quando este chegou em casa, um banho quente. E como sempre lavou os pés do jovem, secou-os e massageou-os. Então, ofereceu-lhe um chá, que foi gentilmente aceito e, quando o menino caiu adormecido, Joaquim o sufocou até a morte, e assim, morto e nu o levou até a oficina, que há tanto tempo estava fechada.

Lá, o velho acomodou o garoto nu sobre a mesa de trabalho e, com suas ferramentas de trabalho, serrou-lhe cuidadosamente os pés, na altura dos tornozelos, que depois de limpos, foram vestidos com meias brancas e calçados azul e tiras verdes.

O corpo mutilado foi enterrado ali mesmo, na oficina.

Durante uma semana o sapateiro manteve-se fechado dentro de casa, de lá, só uns cantarolares se ouvia, até que, depois, só o silêncio, nada mais. 

Então, os vizinhos resolveram ver o que tinha acontecido, lá dentro, e, ao adentrarem na pequena casa, encontraram apodrecendo nu, sobre a cama, o velho com aqueles pés calçados sobre o órgão sexual e próximo ao nariz, cheios de vermes.

Fim 

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