29 março 2012

O Sapateiro - parte terceira


AVISO: Encare essa história como ficção, pois é isso que ela é. O Autor não compartilha e tão pouco faz apologia aos atos aqui narrados.

No início, o sapateiro se contentava apenas com esse contato, o qual Benji, sem entender do que se tratava, consentia sem objeções. Entretanto, as necessidades do velho Joaquim aumentavam. Foi algo que aconteceu natural e lentamente, á medida que, o que ele fazia começou a se tornar um hábito, uma rotina.

Primeiro, as sessões de escalda pés, massagens e trocas de meias passaram de duas a três vezes ao dia, sendo que após a terceira, de noite, o sapateiro se escondia em sua oficina e munido das sapatilhas usadas pelo menino, durante o dia, tocava-se. Depois, passaram para duas vezes, também, pelas manhãs, antes do trabalho.

Aos treze anos, Benji já não trabalhava mais de tarde, ele se deixava ficar deitado na cama, enquanto o velho sapateiro se perdia entre os dedos; antes de tomarem um lauto café no final da tarde, sempre conseguido as encomendas e trabalhos extras que Seu Joaquim fazia nas madrugadas, a fim, também, de compensar as horas de deleite das tardes.

Já nessa idade, o menino começara a compreender as coisas que o velho fazia, e embora tentasse esquivar-se, mas sem grande sucesso, pois o impediam, o hábito aliado ao medo de ser posto na rua, sem nada, sem nem poder voltar para a casa que fora de sua avó, pois esta já havia falecido há dois anos.

Todavia, hábito e medo foram sucedidos por um gênio difícil e uma raiva ligeiramente gentil, quando, então, o velho Joaquim começou a não mais satisfazer-se longe de sua presença, na solidão da oficina, e sim, nos momentos em que ele dedicava ao seu fetiche.

Foi assim que ele percebeu o poder que ele tinha sobre o velho, e passou a usá-lo, quando queria algo que ele não permitia. Assim, quando desejava passar o sábado na marina de sua velha vila, com os pés sob a areia branca, até o entardecer, ele torturava o velho.

Primeiro, se recusava a lhe dar os pés, escondia as meias e as sapatilhas, depois ameaçava queimar tudo, o que de fato chegava mesmo a fazer, além, é claro, das ameaças de escoriações, cortes e mesmo mutilações no amado pé. Nessas horas, seus olhos escarlateavam e ele gargalhava, tal qual um diabo, vendo o velho rastejante, implorando, suplicando entre soluços e lágrimas, que ele deixasse daquelas besteiras, que ele consentiria o que o menino desejasse, desde que nada fizesse, desde que ele desse, àquele pobre velho, como Joaquim se autodenominava, um momento de paz e carinho.

Assim, Benji se transformava, tornava-se primeiro um garotinho meigo e sorridente, fingindo-se de ingênuo para depois assumir uma malícia, que o levava, por exemplo, a passear de livre e espontânea vontade, a parte interna das coxas do velho sapateiro, ainda em calças, chegando por meio desse caminho até seu órgão genital, massageando-o, primeiro sobre a roupa e depois ‘pele com pele’, até ele esgotar-se ao seu lado.

Conviveram assim até Benjamim tinha dezesseis anos.

Continua...

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