17 abril 2010

Armand

"[...] Que quando a dor por tudo o que aconteceu o deixasse, voltaria a ter o calor e se encheria de amor, e se encheria daquela curiosidade feroz que demosntrou em nosso primeiro encontro, aquela consciência inveterada e aquela sede de saber [...]. Pensei que fizessem parte de você e não pudessem morrer. E pensei que quando a dor desaparecesse, me perdoaria [...]. Ela nunca o amou, sabe disto. Eu sabia disto! Compreendia! E acreditei que o atrairia e o prenderia a mim. E teríamos muito tempo, seríamos professor um do outro. Todas as coisas que lhe trouxessem felicidade também me trariam, e eu seria o guardião de sua dor. Meu poder seria o seu poder. Minha força também. Mas você está morto por dentro, é frio e está fora de meu alcance! É como se eu não estivesse aqui, a seu lado. E, sem estar com você, tenho a terrível sensação de que simplesmente não existo. E você é tão insensível e distante [...]. Tremo quando estou próximo de você. Olho em seus olhos e não encontro o meu reflexo..."

RICE, A. Entrevista com o vampiro. p.304.

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