28 julho 2009

Perda

E foi isso que ele fez, veio ver-me. Passou uma semana aqui, sem sair um minuto sequer do meu lado, inclusive durante a noite, todas elas dormimos abraçados na mesma cama.

Era tão bom tê-lo perto para poder falar sobre a dor que eu sentia, mas a medida que o tempo passava o que importava mesmo era saber dele e estar com ele ali.

Quando chegou o dia que o patrãozinho teve que voltar para as suas atividades, uma dor tamanha, que me fez esquecer por completo Hans tomou-me e eu percebi o quanto aquele era o bem que eu precisava e mais que isso o bem que eu queria.

Ele não me deixou levá-lo até a rodoviária, preferiu despedir-se de mim ali, no portão de casa, não pude disfarçar o meu ar de tristeza e ele sorrindo chegou bem perto do meu ouvido e sussurou-me que logo estaria de volta e me deu um beijo rápido nos lábios. Foi-se.

Porém, ele nunca mais voltaria. Cerca de meia hora depois de nossa despedida recebi uma ligação em meu celular me informando do acidente que ele havia sofrido, um caminhão tinha batido no táxi em que Dan estava. No lado em que ele estava.

Quando cheguei no hospital para o qual ele havia sido levado a pior notícia que eu poderia escutar em minha desgraçada vida: Dan tinha morrido a caminho do hospital, por causa de perfurações em seus pulmões.

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