04 abril 2009

The Party (part two)

E lá estava ele no portal. Corri ao seu encontro e o abracei fortemente, e ainda agarrado ao seu corpo enchi-lhe a fronte de beijos. Ele não se moveu. Afastei-me e, ao fazê-lo percebi uma figura desconhecida atrás de Louis, a observar-nos com cara de poucos amigos.

- Louis, posso saber o que se passa aqui? – indagou o rapaz desconhecido, olhando-me como se eu fosse uma coisa qualquer.

- De minha parte nada, foi ele que veio me agarrando, Leon. Ou não percebes como estou parado sem fazer movimento sequer? Além de que vim aqui, apenas porque o Dan me pediu que chamasse o Hans para cantarmos os parabéns.

- Então este é Hans?! – disse olhando-me com um repentino interesse, como se fosse uma espécie nova ou que achavam que estava em extinção – Prazer, Leon, o namorado de Louis! – sorrindo maliciosamente.

No momento em que descobri que Louis já tinha um novo alguém, desabei no chão. Então, Louis pediu para que Leon nos deixasse por um momento a sós, pois ele precisava ter uma conversa comigo e, quando ele saiu fui carregado até a cama.

-Hans...

- Então você não perdeu tempo, não é mesmo?

- E o que querias que eu fizesse? Que ficasse solteiro o resto da minha vida chorando e me lamentando por não te ter mais ao meu lado? Sabes, foi o que eu fiz por um bom tempo, mas não dava pra levar isso pra sempre, foste tu que me deixastes Hans. Nem ao menos quis me escutar.

-Você bem que podia perdoar e só mais uma vez me aceitar, prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-lo.

- Quando você me deixou, meu bem me disse pra ser feliz e passar bem. Quase enlouqueci, mas depois, obedeci. Não dá mais.

- Por favor, eu errei e só D’us sabe o quanto me arrependo!

Agarrei-me a ele e comecei a beijá-lo. De início, ele resistiu, porém logo começou a corresponder. Os beijos foram se intensificando e logo estávamos totalmente entregues um ao outro.

- Louis, eu prometo que de agora em diante será tudo diferente.

Com a cabeça apoiada em seu peito, recebendo cafunés nos cabelos, enquanto eu brincava com meus dedos em seu abdômen o ouvi dizer que não havia e nem haveria ‘de agora em diante’ e que o que tinha acontecido fora uma coisa de momento.

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