21 março 2009

Se não posso amar que pelo menos tenha o direito de me divertir

Os primeiros meses em Londres foram amargos, duros demais. A dor de estar longe dele, e não ter sido por minha própria escolha me revoltavam e me consumiam progressivamente. Não me alimentava direito, não barbeava-me, chorava compulsivamente, bebia exageradamente, e não conseguia ter uma noite de sono tranquila. A solidão, a falta do cheiro adocicado das madeixas dele, da maciez daquela carne quente contra a minha, do tom da sua voz sempre baixo, submisso e subversivo quando falava ao meu ouvido que ele era só meu; tudo isso dentre outras milhares de coisas, milhões de detalhes da convivência com ele, faziam minha carne sangrar, dilaceravam minha psique.

Londres nunca havia me parecido tão perfeita, seu tempo nublado, chuvas... representavam aquilo que ia no meu coração, um coração negro como o de Edgar.

Porém com o tempo, a dor fora substituída pelo ódio. Passei a odiá-lo com todas as minhas forças, com toda a paixão que eu antes dedicava. O faria sofrer. E o melhor meio de fazer isto seria mostrando-lhe que no fim, ele era menos que o nada para mim, e confirmar todas as suspeitas dele, de que eu era um vil encantador de rapazes incautos.

Decidi que se não era para ter prazer amando-o, teria prazer me divertindo com tantos quanto fosse possível afinal, dinheiro nunca havia sido problema e agora depois da morte de Eugènie que não o seria.

Estava na hora de rever Leon e entrar em contato com Fritz.

Um comentário:

  1. Credo, agora q vim saber de td q aconteceu. Num esperava esse final pra eles, mas assim, já q tá em Londres Louis, aproveita né!!!!

    Bjosss :)

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Ronrone à vontade.