14 março 2009

Medo [continuação]

Lágrimas escorriam dos meus olhos enquanto, com a cabeça apoiada nas pernas de Dan recebia cafunés nos cabelos, foi neste momento que ele começou a revelar-me coisas sobre Louis e Eugènie...

Disse que passado algum tempo que eles tinham se separado, Eugènie havia procurado Louis, e que eles iniciaram uma nova relação, mais carnal do que nunca, tanto que participaram de vários swings e menàges, todavia Louis foi se cansando e começou a evitar Eugènie. Até o momento em que ele quis dar um basta, foi quando eu entrei na estória, quando Louis começou a reparar que eu o espreitava.

Eugènie não aceitou, óbvio. Ele, simplesmente, não concebia a idéia de ser trocado por alguém que Louis nem conhecia, alguém jovem e sem conteúdo e o pior de tudo sem condições de dar a Louis prazeres materiais, o que faria com que os gozos fossem sentidos pela metade. Mesmo assim, Louis não mudou de idéia, ele disse que aquela era uma oportunidade única, que talvez ele pudesse encontrar algo mais do que sexo, alguém a quem ele pudesse se dedicar, e que se dedicasse a ele, e não á vaidade e ao dinheiro, como Eugènie fazia. E que se não desse certo, bem, ele teria pelo menos tentado, se dado a oportunidade de conhecer, da mesma maneira que havia feito há mais ou menos dois anos trás com Eugènie.

Louis e eu começamos a sair, contudo o outro não parava de perseguí-lo, de procurá-lo; e Louis sempre tentando fazer com que eu nada soubesse ou desconfiasse, já havia o medo de me perder, já havia amor...

Porém, numa noite depois de sair de meu apartamento, ele foi abordado por Eugènie na rua. Eles discutiram. Eugènie foi atropelado. E Louis sumiu por três dias, me ligava dizendo que não estava bem e que não era pra eu me preocupar, que logo ele estaria bem, mas que no momento não poderíamos nos ver, que ele não queria que eu também adoecesse, que ele não suportaria a idéia de me fazer mal.

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