28 março 2009

Fragmento

Cidade das Mangueiras (tristes), Agosto/200*

[...]
Acordei hoje com uma dor dilacerante no peito, e há muito que não tenho ânimo pra coisa alguma, além de não haver indícios do que tenho feito nos últimos tempos, e o que anda por aqui escrito não faz muito sentido.

Preciso dele, não sei como consegui suportar até agora o fato de não ter mais os braços dele ao meu redor, que me levava de encontro aquele peito quente e de cheiro inebriante; nem daquele sorriso de canto quando me via andando apenas de cueca, meia e de blusão pelo apartamento.

Tenho que conseguir uma forma de falar com ele, de vê-lo. Talvez eu tenha esta oportunidade se ele enviar uma carta pelo aniversário do Daniel que será daqui a algumas semanas, espero que ele não tenha perdido o hábito de escrevê-las e resolva ligar, pois assim eu não sei como faria para descobrir seu paradeiro. Sim, é isso que vou fazer, roubarei o novo endereço de Louis de uma das cartas que eu conseguir achar na casa do Dan, no dia da festa!

E quando estiver com o seu endereço em meu poder, irei atrás dele - esteja ele onde estiver.

Louis será meu de novo! Ele tem que ser....


[je ne veux pas ton chien, je veux être ton chat de nouveau!]

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