30 março 2009

Divã missívico

Dear Louis,

queria poder acreditar de verdade nas coisas que me dizes em tua última, contudo me é muito difícil fazê-lo, sendo assim digo-lhe que estou preocupado.

Não nego que deves estar realmente se divertindo, todavia conhecendo do jeito que lhe conheço, estas loucuras são apenas meios que utilizas para se anestesiar da dor de não tê-lo por perto. Está óbvio para mim que ainda o amas, e o faz perdidamente.

Como eu posso afirmar uma coisa destas? Deves estar a se questionar neste exato momento em que lês esta carta. Muito simples, tu dizes-me que o odeia. Ora, se queres esquecê-lo como pode odiá-lo??? Para isso tens que pensar nele frequentemente, para planejar e descobrir formas de magoá-lo. Um subterfúgio criado apenas para que possas cuidá-lo sem se sentir mal por fazê-lo.

Revenez, mon cher Louis, revenez! Deixe-me cuidar de ti. É a única coisa que te peço de presente de aniversário.

Um beijo terno,

Dan.

Belém neste, ** de Agosto de 200*

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