05 fevereiro 2009

Tu veux être mon petit ami?

Já havia se passado um mês, desde a nossa primeira noite de verdade. Víamo-nos regularmente, falávamo-nos sempre.

Tudo estava indo muito bem, até o dia que o Hans viu o vizinho do apartamento de cima, Pierre, flertar comigo, ele ficou abaladíssimo, começou a ter crises de choro entremeadas de vários impropérios sobre a minha augusta pessoa, tudo sempre muito hiperbólico e dramático, coisas muito comuns em romance água com açúcar.

Quando ele finalmente calou-se e pude falar, disse-lhe que apreciava e muito a companhia dele, porém até onde sabia, não tínhamos nenhum relacionamento oficial, e que, portanto poderia flertar e many things more with anyone I wanted.

Le pauvre chat transtornou-se após escutar essas coisas de minha boca, sua face ficou afogueada, os cabelos sempre alinhados de forma casual estavam em completa desordem e segurando o colarinho do meu Armani disse que me amava e que queria ser meu namorado.

A imagem dele ali, na minha frente, transfigurado do jeito que estava pelo desespero de me perder, me encantou sobremaneira, que em um gesto impetuoso beijei-lhe furiosamente os lábios molhados pelas lágrimas de há pouco.

Depois de uma intensa e voluptuosa sessão de sexo apaixonado no tapete da sala de meu apartamento, tendo ele em meus braços e sua cabeça em meu peito, disse-lhe:
- Eu aceito, e estavas a demorar pra fazer este pedido mon amour, um pouco mais e eu teria que fazê-lo. Comecei a rir.


postado originalmente em: danpostki

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