11 janeiro 2009

A versão do rei

Há algum tempo havia notado aquele jovenzinho me olhando com o cantos dos olhos, era incrível que sempre que eu estava lá ele aparecia, como se estivesse a procura de algo, ou mais obviamente de alguém.

Fiquei interessado em descobrir coisas daquele enfant, que tanto me observava e guardava os meus movimentos como se fossem as coisas mais preciosas que alguém poderia vir a possuir em vida.

Sendo assim comecei a investigar, descobri seu nome, idade, os horários que ele costumava a aparecer naquele café, se vinha acompanhado ou não, o que fazia quando lá estava. tendo todas estas informações em meu poder, resolvi agir.

Certa tarde me dirigi á sua mesa e travamos um agradável diálogo, eu claro tentando ser o mais gentil e sedutor como jamais havia sido com outro ser neste mundo, afinal de contas o meu desejo de possuí-lo era deveras grande, já naquele momento.

Quando ele foi despedir-se de mim, naquela tarde, ofereci-me para acompanhá-lo com a desculpa de que era também o meu caminho, ele aceitou, e quando chegamos ao seu apartamento ele perguntou se eu não queria tomar um café, o que de pronto aceitei, mas mais pelas minhas segundas intenções do que pela bebida em si.

Aproximei-me dele no sofá, e comecei a fazer-lhe cafuné em sua nuca, ele apenas sorria e fechava olhos, num destes momentos cheguei com meus lábios bem próximos dos dele a fim de que el sentisse o calor de minha respiração. beijamo-nos. Um beijo lento, forte e quente, aquele guri sabia como beijar perfeitamente, deliciosamente.

Quando estava partindo pra consumar o que eu realmente desejava, ele me parou e com desculpas inocentes tentou se sair de mim, por um momento pensei em deixá-lo com remorsos, jogando-lhe toda a minha frustração, contudo resolvi que o melhor era fingir que entendia e que não havia problema algum.

Depois daquele dia, nos encontramos sempre. Sempre em espaços abertos ou que tivessem bastante gente, e isso estava levando-me a loucura, queria-o, queria-o muito, porém ele estava agindo como uma verdadeira presidenta de Tourvel (o que eu descobri ser parte do seu plano depois, já que ele também havia lido 'as relações perigosas'), o que de certa forma também me encantava, já que percebia o desejo de me ter em seus braços e a força que ele fazia pra não sucumbir tão rapidamente, como se estivesse com medo de após isso eu o abandoná-lo. Idéia ridícula, pois aquela altura do nosso relacionamento eu estava verdadeiramente apaixonado por ele.

Até que certa noite fomos á um pub ao invés de termos passado a tarde em um café e depois passeado pela praça, de lá fomos para o seu apartamento, onde no momento do café, sucumbimos à ardência dos nossos desejos.

postado originalmente em: danpotski

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